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30 - Maio/2015

 A SAÚDE NA PRODUÇÃO DO TABACO
 

Os impactos sobre a saúde, decorrentes do consumo são antigos e a consciência social da gravidade desta epidemia provocou a aprovação do primeiro e mais rápido acordo internacional sobre saúde pública, que foi intitulado como Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, assumido pela totalidade dos países que participaram da Assembleia-Geral da OMS – Organização Mundial da Saúde, em 2003.

Segundo depoimento de agricultores produtores de tabaco e de lideranças sindicais das principais regiões produtoras, a maioria dos produtores produz tabaco, não porque quer ou gosta, mas por falta de alternativas que deem condições de produção e renda semelhantes ao tabaco.

Em pesquisa realizada pelo DESER em 2008-09, com mais de 1.128 produtores de tabaco, 73% afirmaram que, se dependesse deles e suas famílias, deixariam de produzir tabaco. O principal motivo, apontado por 46% dos entrevistados, é trabalho excessivo e desgastante e/ou a falta de mão-de-obra. A significativa utilização de agrotóxicos, provocando sérios problemas de doenças é o motivo para 27% dos agricultores. E, para 24% dos agricultores entrevistados, problemas de doenças na família provocam a intencionalidade de abandonar a produção de tabaco.

No entanto esse processo de consciência e questionamentos à cultura do tabaco é muito recente. Poucos estudos, têm sido divulgados sob um olhar crítico desta cadeia produtiva, questionando a sua importância econômica, tanto para o país como para os próprios produtores, questionando a postura exploratória e anti-social das empresas fumageiras, questionando a sustentabilidade da cadeia produtiva, apontando impactos do conjunto da cadeia (da produção ao consumo) sobre o meio ambiente e desvendando sérios impactos sobre a vida e a saúde dos produtores da folha de tabaco. Esse estudo, busca somar algumas informações a respeito. Confira!

 
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